quarta-feira, 29 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Deus no abismo da inexistencia



parte 2 – O Ultimo Reduto
Deus é a melhor explicação para a moralidade

Deus já não mais é útil como respostas para doenças, quando a peste negra chegou a Europa e o caos tinha tomado conta de todos os setores sociais milhões de pessoas estavam morrendo Deus era a melhor explicação, visto que os médicos daquela época ainda não conheciam os vírus e muito menos bactérias, toda a responsabilidade da peste negra estava caindo sobre as atitudes humanas, na Espanha foi proibida a pronuncia de palavras de baixos calão, se por algum acaso uma pessoa qualquer pronuncia-se qualquer coisa errada esse teria um dos seus lábios arrancado caso continuasse a repetir suas palavras profanas tinha outro lábio arrancado e se repetisse de novo teria a sua língua cortada, não demorou muito a ira de Deus não se acalmava e então a Europa resolveu queimar gatos, judeus, negros, velhinhas feias, pessoas que eram acusadas por nada de estarem em conspiração com satanás. Bom em uma posição medica Deus se mostrou uma catástrofe Não muito tempo nas ciências biológicas Deus também caiu, Charles Darwin e elaborou a Teoria da Evolução pela Seleção Natural, e vários livros e editais científicos indexados são escritos para afirmar a teoria de Darwin, claro sempre irá haver um religioso criacionista como Paley que sucumbiu em provar que Deus existe através do processo de existência da própria vida, uma posição que de certa forma é a mesma que foi mantida por Tomaz de Aquino. As visões criacionistas de Paley são tão cosmológicas quanto as de Aquino. Pois se um deus criou o universo com tamanha complexidade quanto pudemos ver no Hubble então esse mesmo ser tem de ser tão complexo quanto a sua própria criação, e estando o mesmo em uma posição de necessitar também de um criador.
Na Medicina e nas Ciência Biológicas e nas Ciências Cosmológicas Deus se tornou a pior explicação, visto que Deus pode ser a melhor resposta para tudo e ao mesmo tempo deixando um imenso buraco para a resposta dele mesmo. O ultimo reduto que sobra é o sentimento humano de associação e obediência aos ideais sociais, visto que os humanos são animais que constantemente visam melhorar seus meio ambiente social criando redes de contato para troca de ideias. Matt Ridley no Ted Talks mostra o potencial humano que o diferencia de outros animais, o poder de trocar de ideias e o poder da mão de obra humana para construção de um meio ambiente mais propicio a existência do mesmo, somente nos resta uma posição a defender racionalmente, o ser humano compartilha suas ideias e seus ideais para tornar a própria existência mais favorável a próxima geração, isso é um fator genético aprimorado por bilhões de anos de experiencias genéticas Mas mesmo assim a religião tenta se adonar dessa capacidade de coabitar em um mesmo ideal de vida.
Fazendo proselitismo acusador como foi o caso do Datena em seu programa na rede bandeirantes foi um ato desrespeitoso para a própria secularidade do seu programa. O adeptos tendem a acusar os não-adeptos de uma especie de heresia moderna que os faz perder as graças dos céus e tornar seu habitat um lugar caótico, não mudando em nada da visão racista sofrida por Judeus no seculo passado. Como se a origem de todos os atos de caráter antissocial fosse alimentado por indivíduos que não se enquadram no perfil de adeptos(Ateus, Não-adeptos,Agnósticos), ignorando o fato de que qualquer que seja a religião em relação a outra sempre existirá um ideal em discordância
Moralidade quer seja uma tese ou antítese para o sentido de divindade teológica, quer seja defendida pela posição religiosa ou atacada pela posição Ateísta, não exige nenhum tipo de análise filosófica O sentido de moralidade pode sofrer uma revisão de geração em geração, o que pode ser moral para uma sociedade ao passar o tempo pode sofrer uma revisão e ser mostradas as próximas gerações como um péssimo exemplo de moralidade, nessa situação o que entra em contexto sobre a moralidade é a forma com que ela é vista hoje em nossa sociedade e como essa mesma moralidade era vista em uma passada, o grande exemplo é a forma com que tratávamos os animais, no seculo passado havia na Europa a tradição de queimar gatos vivos para matar bruxas pois esses animais eram tidos como manifestação de bruxaria, como seria visto essa tradição hoje? Claro era moral queimar gatos, assim como era um ato de moralidade religiosa batizar crianças indígenas e depois matá-las com uma marretada na cabeça, assim como era moral torturar pessoas para que elas assumissem seus atos de participação com Satã, assim como para o mundo islâmico ainda é moral o ato de cortar o pescoço de uma moça que tenha sido estuprada, o estado cristão estava exercendo sua liberdade em um ato de moralidade quando estavam queimando judeus por serem eles a culpados da peste negra que devastou a Europa no seculo XIV 1347-1350, perderam milhões de vidas de graça somente porque seus procedimentos médicos e conhecimentos científicos eram influenciados por um estado altamente voltado a uma fé e na crença em Deus, também era um ato de moralidade executar judeus por eles serem culpados de morte de crianças pois era pregado que eles precisavam de sangue de crianças para viver. Moralidade é uma posição de cultura, o que os teístas defendem é a origem da moralidade por vias divinas, enquanto na época em que vivemos tradições tribais são aceitas como caminhos para agraciação divina, Testemunhas de Jeová negam transfusões sanguíneas para seus próprios filhos, mesmo que numa posição social diferente seu ponto de visão de deixar seus membros e entes morrerem por falta de atendimento é moral, o que podemos fazer quando não temos as mesmas opiniões sobre moralidade? E quando a moralidade alheia afeta a nossa sociedade, corrompendo tudo o que já conseguimos em questão de liberdade de expressão feminina e de procedimentos médicos? Vamos sentar e tomar chazinho enquanto os filhos ocidentais de testemunhas de Jeová morrem por falta de uma simples transfusão de sangue? Mesmo após termos conseguido fazer com que negros e mulheres pudessem ocupar o mesmo lugar na sociedade, não iriamos tolerar em nosso pais grupos religiosos que defendem o uso de mão escrava, as religiões em nome de uma moralidade ainda tentam controlar a forma com que as pessoas mantem as suas vidas e criam seus filhos, o que a ciência deve explorar, que tipo de vida sexual as pessoas devem levar. Até a década de setenta a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias negavam cargos eclesiásticos aos seus membros negros com a desculpa de que os negros eram descendentes de Caim, naquela época esse tipo de proselitismo racista era moralmente defendido como se tivesse saído de uma boca divina para uma orelha de um único homem escolhido as portas fechadas, tanto Testemunhas de Jeová como Mórmons como Católicos como Judeus como Musumanos e Hindus, tentam manter suas tradições tribais defendendo sua posição sobre uma proposta de moral religiosa como sendo a única forma de adorar sua entidade celestial ou suas Teodiceias e gabando-se de ser a única a estar certa(eles nunca tomariam um chazinho juntos), um nega sangue ao filho, outro costura a vagina de sua filha, outro casa sua filhas de nove anos com homem adulto, outro corta a pele do pênis dos seus bebes em um ritual tribal e anti higiênico, outros degolam as suas filhas que venham a se tornar vitimas de estupro para limpar o nome da família e são tidos em como heróis em sua localidade, outros matam suas mulheres asfixiadas em fogão a gás ou as queimam com acido pois elas não passam de objetos deles que foram dadas a eles por um ser celeste para os prazeres daqueles homens. Concorde você ou não mas Deus como um machista morreu para o ocidente, as mulheres ocidentais são livres para se divorciarem e até manter uma vida sexual independente, mas de certa forma as tribais religiões ainda tentam explorar as mulheres como objeto masculino ou apontar seu sexo como causa principal do pecado masculino, já disse Nietzsche _Deus etá morto seu corpo está insepulto Em contrapartida a sua hipócrita moralidade sexual os mesmos se negam a comer carne de porco e outros a comer carne de vaca, alguns fazem uso de um contrato de casamento temporário para não contrariar a vontade divina, todas essas atitudes são feitas com objetivos de manter a moralidade religiosa. Quando todas as próximas gerações reconhecerem a hipócrita moralidade Deísta, esses por sua parte iram enterrar de uma só vez o resto putrefactor daquele sádico chamado Deus ao qual muito sangue humano foi derramado.
Não vai ser fácil para essa geração abandonar essas crenças porcas e hipócritas cheias de ódio e banhadas em sangue, assim como toda criança tem o dever de crescer mentalmente assumindo a si mesma que boi-da-cara-preta não existe e que papai noel também não existe, as crianças esquecem e assumem a vida adulta negando a necesidade de tais crenças. Vai chegar o dia em que nossa sociedade vai ler sobre Deus assim como lê sobre Thor e Zeus e Faraós com suas esfinges, Deus vai morrer porque sua existência e seus preceitos religiosos já não é mais politicamente corretos para nossa sociedade, tanto quanto será para próxima. A Igreja católica um dia já deteve todo o conhecimento sobre Deus e aplicava esse conhecimento de forma brutal sobre a sociedade passada, mas sofreu uma dissolução e acabou perdendo sua representação deísta para outras varias igrejas que criaram novos métodos de adoração, as mesmas igrejas vão se tornar cada vez mais um péssimo modelo social a cada geração que passar, esse deus de dois mil anos será tão logo uma visão masoquista de uma sociedade passada e de certa forma arcaica que acreditava que sem historinhas fantasiosas não seria possível coexistir, aquelas gerações futuras irão nos ver como canibais da idade da pedra por termos aceito dois mil anos de contos medíocres e politicas violentas para preservar a denominada moralidade deísta Esse deus como todos os anteriores será um deus arcaico e de ideologias sádicas, que somente ganhará destaque nos arquivos históricos pelo grande flagelo que provocou a toda humanidade.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – A Paixão por Mistérios





A Paixão por Mistérios na Resistência Teísta
Com certeza
Deus vai morrer!

parte 1 – o problema da tese em sua antítese
Isso prova que Deus existe, Isso prova que Deus não existe

    Costumamos ver muitos debates sobre a existência de Deus nos mais diversos e mais variados meios de mídia em massa, redes de TV, web e até livros. Ao depararmos com debates sérios entre professores de nome ou mesmo livros que defendem a ideia de existência e outros que defendem a ideia de inexistência de um ser divino, podemos ver que existe um empasse entre as duas posições, todos se propõem a mostrar de forma lúcida suas visões sobre suas crenças e tentar defender suas teses. Mas qual a diferença de uma tese para existência divina e uma antítese para existência divina? Como se comportam teses e antíteses é a minha proposta nesse texto.
    Para os ateus, como disse Christopher Hitchens qualquer afirmação que pode ser aceita sem provas também pode ser descartada sem provas, ou seja se qualquer um pode aceitar a afirmação que Deus existe sem que seja necessário um minimo de provas, qualquer um pode vir a descartar a proposta de necessidade de credulidade sem precisar de nenhuma justificativa, como uma pessoa sensata ou mentalmente saudável pode aceitar qualquer tipo de proposta de Deus e sua teodiceia ou afirmação fantasiosa qualquer(incluindo a existência de vida após a morte) sem exigir qualquer tipo de prova? Portanto a não existência de qualquer tipo de divindade se da através da inviabilidade da mesma para existir, a incerteza de existência de divindades pode parecer ser de certa forma o alvo principal das colocações ateístas, com objetivo de mostrar que a irracionalidade é a mãe de todas as crenças, os ateus podem exibir um quadro de statos religiosos global que se opõe as propostas racionais em um processo de negação continuo, pois somente negando as provas necessárias para validar qualquer tese religiosa se consegue alcançar a fé. Para crer em Deus ou em qualquer outra entidade religiosa é necessário assumir todo um background de fantasias, desde cobras falantes até visões gente que pode voltar a vida três dias depois de morto.
    Notamos também que as avaliações teístas sobre as colocações ateístas, todas as literaturas ateístas sofrem da carência de análises filosóficas ou simplesmente são pobres em conteúdos filosóficos, mas será que existe qualquer tipo de necessidade de analise filosófica para podermos contestar qualquer tipo de pensamento medieval em que adeptos religiosos expressam seus fundamentos tribais? Ou será que a busca filosófica para um sentido de existência propria ou proposito de ser, não está se confundindo com essas ideias medievais de virtude difundidas em crendices religiosas? Será que de alguma forma a busca filosófica para um sentido de existência não etá fomentando a necessidade de um monte de tradições tribais? Crenças medievais podem ser explicadas através de analises filosóficas, mas será que essa necessidade de critica filosófica pode de alguma forma ser útil para invalidar a proposta infundamentada de um ideal religioso?
    Podemos aplicar uma analise filosófica ao contexto da violência ou de um conceito de moralidade? Será que um soldado alemão após dois dias de assassinatos e de colocar judeus para morrer em câmaras de gaz, ao chegar em casa poderia ser um pai violento? Os teístas como William Lane Craig afirmam que as literaturas modernas de ateístas como Sam Harris, Christopher Hitchens, Richard Dawkins e outros são literaturas pobres em conteúdo filosóficos, e que seus textos estão repletos de ódio e mágoa pelas religiões, o mesmo doutor Craig afirmou no The Michel Coren Show 29 de janeiro de 2009 que filósofos ateus como Bertrand Russel, Friederich Nietzsche e outros filosófos anteriores estão ultrapassados e que está ocorrendo uma pequena revolução em sua matéria(filosofia), que através de uma análise filosófica se torna claro a necessidade de existência de um Deus. Sem relatar que tipo de revolução, Craig não deixa de fazer uso da falacia da alegação especial aonde ele acha que somente filósofos profissionais podem fazer analises criticas sobre Deus ou qualquer tipo de coisa que não possa ser medido matematicamente e somente possa ser medido ou realizado por meio de reflexões filosóficas O mesmo Craig admitiu no The Michael Coren Show que o universo tem uma idade aproximada de treze a quinze bilhões de anos, que Deus é a melhor explicação para o Big Bang e que Deus é o responsável pela sintonia fina que permitiu que a vida pudesse se formar no universo, não expondo o proposito de Adão e Eva e o Jardim do Edem, Deus na posição defendida por Craig é o ser que criou o sentido de moralidade. De certa forma não quero assumir a posição de defesa nem de acusação, mas defender que a tese que prova uma existência divina e circular de tal forma que não tem como provar a inexistência de tais Teodiceias, deixando somente uma forma de antítese para invalidar a proposta circular,”_O mal existe, na escritura é falado que Deus é propagador da paz, a paz somente pode ser alcançada com Deus portanto Deus existe porque pessoas sentem a paz”. O mal talvez seja o maior problema da teodiceia, como pode tal ser supremo conhecedor de tudo e ao mesmo tempo ser tão poderoso ao ponto de construir um universo tolerar que crianças sofram de Síndrome de Down? tolerar que padres estuprem? tolerar que uma criança seja estuprada dentro de uma pia batismal? Toda as afirmações que invalidam a impotência divina tem sempre uma explicação “_Deus deu o livre arbítrio ao homem portanto ele é livre para fazer o bem e o mal”, e Deus não irá interferir na vontade humana, porem somente se um indivíduo cristão ou até muçulmano orar por proteção o mesmo criador virá a intervir no livre arbítrio alheio, essa proposta de oração para interferencia divina e comunhão com um universo sobrenatural quebra a premissa do livre arbítrio, pois será necessário uma interferência divina para que tal evento aconteça. Isso é uma antítese contra a proposta do livre arbítrio, o homem é livre para fazer o que bem entende porem os homens devem orar para que Deus interfira no seu miraculoso plano. Quais são as possibilidade da existência de Deus e quais são as impossibilidades ou fator de inexistência? Primeiro o grande problema da validação dos casos, na Odisseia de Homero é falado sobre um ciclope gigante, se qualquer fanático seguidor quisesse criar um grupo de seguidores da Odisseia eles também teriam relatos o suficiente para fundamentar as suas crenças, sobrando ao resto de nos somente a proposta de invalidar o caso através da impossibilidade de tais relatos serem fatos, assim como cobras que não podem falar são os invalidadores para as historias de cobras falantes. Isso é que dizer que somente um conjunto de impossibilidades de fatos que comprovam uma existência divina pode invalidar a mesma, visto que para aceitar a proposta de Deus é necessário também aceitar todo o background teológico com toda a sua teodiceia aonde, um homem é engolido por um peixe gigante, sonhos de vacas magras comendo vacas gordas, civilizações que vagam pelo deserto durante quarenta anos rumo a uma terra prometida(em media eles caminharam três metros por dia), sonhos de bodes voadores, sonhos de homens feitos de partes diferentes, homens que morrem e ressuscitam, fogos que descem dos céus, mares que se abrem, uma mulher que alimenta toda uma tribo colhendo os grãos de milho do chão, depósitos de grãos que alimentam um pais durante sete anos de seca, demônios que saem de esquizofrênicos e entram em porcos e porcos que se atiram de precipícios e assim em diante. Se você acha que esses relatos são válidos como sendo provas da existência de Deus, pode colocar seus pés no chão pois esses relatos não passam de relatos que inclusive são tão absurdos quanto são fantasiosos, são tão impossíveis para qualquer um dos lados provar sua validade ou invalidade, deixando somente o processo de inviabilidade para invalidar esses relatos, sabemos que não existem cobras falantes, sabemos que homens não ressuscitam após três dias de morte, sabemos que virgens não engravidam, sabemos que homens não podem caminhar sobre a água e muito menos ficar parados sobre ela. Ao mesmo tempo dentro de uma perspectiva racional essa pode ser considerada uma tese de que existe uma impossibilidade para existência de qualquer entidade divina visto que essas entidades se espresam por relatos e esses relatos pedem esplicação.
    Podemos ver nesses debates um processo de validação das teses religiosas de existência divina em argumentos non-sequitur, vindo da posição cristã ou teísta “_A existência divina se vale no mal causado no mundo pela falta de credulidade humana estando em Deus a visão de um ser completo em bondade e compaixão”. Teses de credulidades religiosas inúteis e inconsequentes que não medem o minimo de impossibilidade de conexão com a realidade, mas o foco desse texto é o de entender quem esta defendendo o que, e como se esta defendendo.
   A proposta dos teístas que podem ser mostradas em duas visões, primeira existem bons motivos para se acreditar em Deus, segunda existem maus motivos para não se acreditar em Deus. Na posição de ateístas duas propostas estão dispostas em observação as consequências de credulidade por parte dos adeptos a deidade cristã, primeira não existe nenhum bom motivo para se acreditar em Deus ou em nenhum tipo de evento metafisico, segundo existem bons motivos para ser ateu e não acreditar em Deus. De um certo ponto, o segundo processo de cada um dos lados é um reforço o primeiro processo do outro.
Para os ateístas o que está em questão é a aceitação da realidade livre de todos os tipos de crédulos religiosos e o problemas advindos dos seus métodos para realização de seus rituais, mutilação pessoal ou alheia em nome da religião, livre da imposição de um estado de moralidade religiosa através de uma puritanismo hipocrita e virtudes infundamentadas. Cada geração é livre para revisar e atualizar os conhecimentos passados a eles, até aonde Deus pode ser atualizado para se adequar as nossas novas normas comportamentais sociais? Mulheres já tem a mesma liberdade de ocupar o mesmo espaço e os mesmos cargos que os homens, negros já tem o direito de não serem mais escravos e ocupam também os mesmos cargos que os brancos. Curandeirismo é crime mas ainda assim muitas religiões fazem um espetáculo de cura e milagres, o artigo nº 284 do código penal brasileiro existe para enquadrar qualquer um que conjurar forças para fazer milagres de cura, portanto Deus está proibido de atuar na carreira medica(O que é muito engraçado pois o espetáculo da cura acontece de segunda a segunda). Enquanto para os indivíduos que o praticam cura estão justificar suas alegações e poderes como sendo um ato sagrado. O que para um os Ateus pode ser justificado como curandeirismo e charlatanismo pelo os Teístas é tido como milagre e revelação divina.
    Para Teistas o ato de não acreditar é uma situação que deve até de certa forma merecer uma punição, por vários motivos a falta de credulidade é vista com maus olhos por parte de Teistas, um dos mais fortes talvez seja a ideia de que o carater social é originado em um berço divino.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Preludio Hipotético - Caso fadas também existisem


o que você diria se morresse e fosse confrontado por seu criador?

_Eu diria, Ó, Deus, você não nos deu provas suficientes”
Bertrand Russell:

“_Imponderável Senhor, eu presumo por algumas, se não por todas, as suas reputações, que o Senhor prefere descrença honesta e convencida à hipócrita e egoísta afetação de fé ou os atributos fumegantes dos altares ensanguentados.”
Christopher Hitchens - Deus não é grande:

_Ó, Deus, escolheste o pior caminho para mostrar tua mão, mandaste tu a minha casa verdadeiros ceifadores sedentos de sangue merecedores de um hospício para oferecer uma visão deturpada e fraudulenta ao qual o senhor não foi para mim em vida, não foste tu para os filhos da terra o que um pai deve ser, não foste tu para nenhuma nação o líder que deveria ser, não será hoje que serei hipócrita
Nas provas que tu destes, isso é se poderíamos chamá-las como tais, oferecestes uma cobra falante e um casal de adolescentes pelados em um jardim cheio de pureza e uma espécie de inocência cega, aonde uma curiosidade no ato de experimentar ou de pensar por conta própria foi denominada por ti como pecado punível a todas as gerações posteriores com morte sangue punições e torturas, e chamaste a ti mesmo de o deus do amor. Quando tu disseste ter chamado homens para guiar a humanidade, estes por sua vez somente trouxeram dor e caos a um sistema que estava engatinhando rumo a um conhecimento físico e livre de visões atordoadas e iludidas oriundas somente de uma cabeça doente ou muito perversa e fascinada por tortura própria, nessas suas provas de existência teus sacerdotes doentes e perversos cheios de todos os tipos de máculas, entorpeceram a população com um mundo fictício e doentio, privando a todos o direito de viver uma vida plena e bela em um ato singular e simples que podemos definir como sendo a vida pessoal, o adoecimento coletivo imposto pelos teus sacerdotes tinha como único objetivo a salvação pessoal(deles), usufruindo do cargo de pontífices se encheram de orgulho tiraram todos os tipos de vantagens impondo indulgências(ofertas e obrigações periódicas) e obscureceram todos os tipos de tentativas para tornar a vida mais valiosa, culparam e criminalizaram os que almejaram a liberdade e proclamavam o direito ao livre-arbítrio.
Teus servos obedientes a hipócrita pureza celestial, esfaquearam a própria consciência para criar um sistema viciado decadente que se prostituiu com as mais tortas, errôneas e idiotas informações necessárias a própria sub existência, aonde homens de todas as idade começaram a ter uma atração por fantasias insanas cheia de desprezo pelo bem social comum, que de certa forma passaram a gostar de ser guiado por seus sacerdotes em suas visões e delírios esquizofrênicos com suas ininteligível proclamações em linguagem de anjos e a sua corruptas eleições sucessoras pontificais, delírios esses que não podem nem se quer comparar a uma fantasia advinda de sonhos visto que os sonhos são reflexos do mundo real, delírios perigosos que remeteram a humanidade a todos tipos de guerra santa, cada um com a sua bandeira achando que a não aceitação global de seus métodos para agraciação divina era uma tentativa das outras religiões de sufocar seus métodos e preceitos, levando todos a uma guerra santa de subsistência para dominação global.
Oh, grandes métodos estes, pedistes sangue e carne desde o início, e quando finalmente ficastes embriagado com o sangue e arrotando de tanta carne, plantastes uma semente entre a humanidade pois viste tu que o homem já não tinha mais nada a oferecer, pediste deles o próprio motivo de existir, negaste a eles o direito de salvar os próprios filhos de uma guerra desnecessária em nome de um ser ilusório que somente se revelava para meia dúzia de hipócritas, negastes a eles o direito escolher servir ou não pois você somente os deu o caminho da salvação em uma obediência cega e incondicional despostas de questionamentos. O caminho para a morte em uma liberdade de viver como um indivíduo em uma existência singular, essa sua salvação obrigou toda humanidade a abrir mão da própria sanidade mental. Sim teus servos ou são loucos ou são inocentemente fadados a uma obediência em uma hipócrita fé cega e incondicional, e tu, ou és totalmente arrogante cheio da soberba de ser eterno e abrigar as alturas a ponto de justificar banhos de sangue em massa como demostração de amor eterno e infinito ou tu és prepotente em suas burrices divinas a ponto de não conhecer que toda consciência deseja e tem fome da ciência, toda consciência deseja ser ciente e não cegamente obediente, toda consciência quer viver, não morrer por motivos de terceiros não adorar figuras ilusórias nem ser forçado a comer uma ração fraca de conhecimento e liberdade. ”
Editor do Blog Rudson

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Julgado pela força do hábito Falácia do apelo ao terror



Julgado pela força do hábito
Falácia do apelo ao terror

Apelo ao terror é uma técnica frequentemente usada por adeptos para provocar os não-adeptos, “_nunca ouvi falar de alguém que na hora do pega-pra-capar não falou meu deus!”, mesmo que tal fato aconteça com certeza isso não seria mérito nenhum dos proselitistas religiosos, de certa forma até pode ser que seja mérito visto que a linguagem esta sempre sendo moldada para entrar nos conformes sociais, ainda assim o não-adepto não está exclamando a frase por credulidade, até mesmo os não-católicos algumas vezes se pegam a exclamar, “_Nossa senhora!”, mesmo assim os não-católicos assumem a expressão como força do hábito. Será verdade a falácia do apelo ao terror de conversão no momento da morte? Constantemente os não-adeptos são atacados por provocações, “_Na hora da morte todos apelam a Deus”, será que os índio ou até mesmo os budistas apelam a Deus na hora da morte? Por que esse fascínio de que o medo da morte provoca a conversão continua na cabeça dos adeptos? Agora vai uma presunção minha para o leitor, nunca ouvi falar de nenhum papa ou padre ou até mesmo pastor que na hora da morte apesar de seus apelos e dos apelos dos seus seguidores tenham sido ressuscitado, será que se toda a rede de adeptos religiosos fizerem um apelo aos céus o papa João Paulo II ressuscitaria? Porque que os mesmos que pregam a conversão com apelo ao terror do medo da morte não são poupados dela? Ainda assim há aqueles que sustentam relatos como sendo fatos, relato não é fato,“_Noé viveu trezentos anos”(que seja) ou “_Adão viveu oitocentos anos”(que seja também), não existe nenhum registro sério que mostre que qualquer tipo de pessoa tenha chegado ao no mínimo duzentos anos de idade o que dizer então desses relatos de trezentos ou até oitocentos anos? Somente respostas fantásticas podem confirmar relatos tão fantásticos, ex: ”_Deus pode fazer o que quiser portanto se ele quiser ele pode fazer o homem viver até mil anos”, Deus é uma resposta fantasiosa sem nenhum tipo de certeza exceto pela credulidade de seus adeptos, não podemos medir ou confirmar o poder ou até mesmo a veracidade de tais relatos pois as mesmas são fictícias e fantasiosas, esses tipos de relatos não conseguem gerar nenhum tipo de prova aseu favor, para esses tipos de relatos poderem vir à tona basta somente uma cabeça tão perturbada e ao mesmo tempo aterrorizada pela ideia da própria morte ser o fim. Relatos podem virar fatos desde que os relatos possam gerar prova, portanto não existe nenhum fundamento para acreditar que uma conversão no leito de morte venha a prolongar a vida dos não-adeptos.
Dizer simplesmente que todo mundo exclama “_Ah meu deus” ou até mesmo “_Nossa Senhora” esteja recorrendo a credulidade em um momento qualquer, exibe arrogância e prepotência por parte do adepto e de certa forma pode ser considerado como uma tentativa de ofensa e de imposição de credulidade ao orador da exclamação. O orador da frase não enxerga que tal fato existe necessidade de nenhum tipo de credulidade para usar uma frase exclamativa que com frequencia é usada em um grupo social. Não significa nada para um orador cético a pronuncia de qualquer frase exclamativa de origem religiosa, visto que essa também é tida pelos adeptos como sendo somente útil para propósito de exclamação, assim como a palavra chicote não exige que a pessoa que a está pronunciando saiba que em Portugal porco é chico e que o coro do chico da origem ao chicote, e muito menos significa que a pessoa ao pronunciar chiqueiro precisamente necessita saber que a casa do chico é o chiqueiro. Força do hábito ou não o orador também deve se policiar ao ser necessário fazer uso de tal exclamação pois ela levara uma maré de oportunistas a tirar conclusões e até de certa forma atacar o orador.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – O perigo da afirmação! Deus existe, eu sei que ele existe!



O perigo da afirmação!
Deus existe, eu sei que ele existe!

Com certeza não sou o único a dizer quão exigente pode ser a resposta para qualquer alegação, principal mante de algo tão fantástico como a existência de qualquer deidade, toda teoria irrefutável não passa de fundamentalismo, Deus como consequência de sua origem bíblica cheia de miraculosas e fantásticas relatos cujas únicas testemunhas que de certa forma também eram tão miraculosos pois foram todos relatados como homens humildes e sem conhecimento nenhum descritos somente seculos apos as suas mortes, acaba se tornando irrefutável a seus adeptos por não apresentar provas reais e ser tão impositora de sua proposta. Podemos até assumir a capacidade da existência divina baseado em uma aceitação bíblica, porém aonde iremos explorar as explicações para sustentar a tese da existência divina para repassar tal propostas as próximas gerações, aonde iremos comprovar a existência do próprio messias e até provar que ele ressuscitou? Será que simplesmente iriamos dizer as crianças que Deus existe porque é mais fácil explicar as origens de tudo quando Deus existe? Ou será que os professores vão ensinar as crianças também a base de sonhos visões ou relatos de manifestações? Realmente seria mais fácil colocar em Deus a desculpa para tudo e isso é fato, como a partir dai poderíamos diferenciar o que é fato e o que é relato? e de certa forma não estaríamos nós negando todo o conhecimento acumulado durante milênios para podermos passar a viver de propostas fantasiosas? De certa forma fantasias podem até ser boas para uma mente fraca cheia de medo e preceitos em uma realidade tão ficticiosa quanto a exposta a ele por uma escritura bíblica. E a ciência? O que faríamos com o nosso conceito de experimentar e tirar conclusões? Iriamos nos concluir que Deus existe simplesmente ser descrita em um livro que descreve a si mesmo como sendo a palavra de Deus? E só porque uma pessoa dentre toda a humanidade foi chamada por esse Deus, sem que se pudesse provar a sua veracidade de ter sido chamado, teve ele uma visão em quarto fechado esse homem que se clama o escolhido de Deus teria a autoridade de guiar toda a humanidade? E se ele criar uma politica baseada no seu relato de um sonho em que Deus somente aparece para ele, seriamos imoral ao questionar as provas de sua imposição?
Todo o conhecimento espiritualista é baseado em relatos, relatos não são fatos, pessoas relatam aparições, pessoas relatam cura por intermédio de santos, pessoas relatam visões, pessoas relatam terem sido abduzidas, porque a partir desses relatos deveríamos esperar que o futuro adepto simplesmente acredite nela? A única forma do adepto aceitar tal proposta é se o mesmo for tão perturbado quanto os próprios relatos em seu contexto, talvez os adeptos as aceitem por elas serem a proposta mais funcional e aplicável a um mundo caótico que somente existe dentro do mesmo, complicado? Infeliz amente a palavra complicada é usada contra o adepto como sendo ela uma manifestação da falta de capacidade do mesmo em compreender as palavras de Deus. “_Deus existe eu sei que ele existe, eu aceito toda a bíblia como sendo de origem divina e sendo as palavras do próprio Deus, por mais que tentem e que a ciência prove o contrário eu vou sempre acreditar em Deus”, esse é o principio que leva os lideres religiosos a cometer falhas e até a cometer crimes em nome de Deus e justificá-las em nome do mesmo, por causa dessa certeza já colocada em sua mente alguns adeptos são levados a negar atendimento medico para o próprio filho, no processo da plena aceitação não existe nenhum motivo para o adepto questionar aonde ele está sendo guiado, na verdade o próprio adepto sabe aonde está indo, porem ele não pode raciocinar se o que ele esta fazendo está errado, nem pode se perguntar sobre a veracidade dos seus preceitos religiosos, constantemente nos humanos nos pegamos a perguntar se as nossas teses ou a nossa filosofia de vida podem ser sustentadas em nossa sociedade em um estado de lucidez, todos adeptos são guiados a obedecer as tradições e rituais do seu grupo de crença, podemos ver isso todo dia de manhã quando ligamos a nossa televisão.
Somente uma mente perturbada aceita uma proposta de vida perturbadora, demônios, dízimos, milagres, maldições, desculpas para praticar os rituais são constantes, até mesmo o uso das leis que servem para manter um Estado Laico é invertido para proteger a liberdade de execução de tais rituais deprimentes, temos em nossa mente o conceito de mutilação porem arrancar o prepúcio de uma criança é algo aceito porque é um ritual religioso, costurar os lábios vaginais de uma menina ao ponto de deixá-la somente com um pequeno buraco para que a menstruação possa escorrer e queimar seu clítoris também é aceito e mantido como uma tradição religiosa e até aceito por muitos como sendo uma linda tradição religiosa de uma cultura antiga, isso é repugnante a partir do ponto de visão em um ideal cultural, temos em mente o conceito de direito dos animais porém é tolerado o uso de galinhas e algumas especies de mamíferos para rituais religioso, em uns rituais religiosos alguns animais são vistos como símbolos de manifestação do demônio e outros como manifestações de divindades, alguns até dormem com ratos por acreditar que eles são encarnação de entes falecidos, temos em mente o conceito de higiene publica ou sanidade publica porem em alguns rituais se pode observar o uso de sangue e o tremendo lixo religioso deixado para trás após seus rituais, temos em mente o conceito de direito a vida porem alguns grupos religiosos pregam a necessidade de omissão medica por parte de seus adeptos, outras apedrejam namorados em praça publica por eles estarem juntos sozinhos em um carro, temos em mente o conceito de pudor porem alguns grupos religiosos após terem um de seus integrantes clericais acusado de um simples estupro ou abuso infantil esses mesmos grupos os protegem e os adeptos fecham os olhos por terem certeza de que sua fé e verdadeira.
Você pode acreditar que Deus mas tenha certeza que toda teoria irrefutável é somente mais um fundamentalismo, o fundamentalismo cega, sua fé pode fazê-lo matar um membro da sua própria família e você nem perceber, sua fé pode reduzir o valor da vida a uma proposta de oferta para suas dividade e você nem perceber, sua fé pode estar negando a você o que a de mais fundamental para você se definir um humano. O que está em jogo é o adepto e o seu tempo de utilidade, até aonde você é útil para sustentar sua ideologia? Quando é perguntado o porquê do adepto acreditar, de certa forma o adepto até já sabe o que responder, visto que ele aprendeu tudo o que precisava no fim de semana, mas quando o perguntam sobre o fundamento da própria crença o mesmo começa a exibir a compostura de um perturbado por acreditar em fenômenos fora da realidade social. Como um adepto a ideologia de deixar um filho morrer por falta de atendimento medico pode explicar a pergunta de como ele consegue acreditar? O mesmo pode ter muitas respostas para afirmar suas crenças mesmo sabendo que isso vai de contra o bem social comum, mas mesmo assim que somente é justificável a sua fé, pois sua fé é inquestionável até mesmo o próprio se nega a questionar, ele somente obedece o seu ideal, “_A duvida é um veneno, cuidado!”. Os adeptos são levados a crer que todas as premiações virão após as tribulações em vida se o mesmo obedecer os princípios de fé impostas pela sua religião.
Portanto dizer “_Deus existe eu sei que ele existe” é perigoso para a pessoa pois ela pode estar vivendo um ideal religioso que nada mais é do que um fundamentalismo intransigente violento imoral assassino e devastador.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Deus na onisciencia a prepotencia na liberdade a condenação


    Temos em mente a visão de um deus exposto pela bíblia como sendo onisciente e onipresente. Na observação da onisciência divina podemos concluir que Deus sabe tudo e seu conhecimento é atemporal, essa proposta pode ser considerada demasiadamente forte e até de certa forma pode ser o motivo de consolação dos adeptos religiosos. Mas o grande conflito vêm quando a bíblia e as religiões mostram a face de um deus bom que permite a todos poder escolher entre o bem(ele) ou o mal(ser uma pessoa racional), existe um ponto de conflito entre o livre arbítrio promovido por Deus e a figura onisciente compelida a ele. Quando crimes bárbaros acontecem na nossa sociedade, quando uma pessoa mata outra e quer sair impune, a primeira proposta lançada pelos seus advogados(quando o réu tem dinheiro) é a incapacidade do réu de viver a realidade em um estado de lucidez, aonde o réu por estar sobre controle das suas fantasias esteve impossibilitado de lutar contra seus delírios acabou sendo levado a cometer o delito, como ele pôde cometer tais atos? Sendo nós racionais e tentando também manter nossa mente livre de qualquer opinião repressora, que tipo de punição devemos dar a um maniaco sabendo de antemão que o indivíduo foi guiado por uma mente doente cega em seus fundamentalismo? Devemos exonerá-lo de uma punição? Se o punirmos não estaríamos jugando um inocente que foi vitima de uma omissão medica que poderia ter levado o mesmo a ser uma pessoa tão boa e honesta quanto nos mesmos? E se fosse o caso de um portador de Síndrome de Down ou um Altista que viesse a matar uma pessoa inocente? Iriamos puni-los por ter feito algo? O que é um crime senão um ato feito em um estado lúcido compulsivo recessivo ao bem do social comum, recessivo é uma palavra usada comumente na genética, um gene recessivo é aquele que atua na falta de outro, no caso considere a cultura como sendo um modelo genético para a construção da sociedade(MEME), então todos nos temos uma cópia do MEME e nele podemos encontrar o gene social que leva o individuo a querer compartilhar do direito de uma igualdade plena, nesse gene que é curto podemos ler as sua simples regra “_Somos todos iguais merecendo os mesmos direitos e estando em nos encarregados de proteger a igualdade do direito do outro”, podemos definir esse gene como sendo o gene do do “bem do social comum(BSC)” podemos também defini-lo como o gene do caráter social.
    Agora prossigamos, sabemos nos que por estarmos em uma consciência lucida não devemos punir um esquizofrênico com o mesmo processo no qual jugaríamos um engenheiro pedófilo ou um padre PhD em teologia por ter cometido estupro, nossos julgamentos para com o réu se baseia no estado de lucidez em que o mesmo veio a praticar seus atos. Claro que não devemos exonerar os crimes cometidos por um esquizofrênico tanto quanto não devemos exonerar um chefe de estado por ter cometido qualquer que seja o tipo de crime. Nada é inato em uma consciência lucida que persiste em ir de contra o bem do social comum. Esse é o ponto de vista para um julgamento racional.
Mas se você soube-se do crime a ser cometido por uma pessoa, qual seria sua posição? Como você veria fato criminal? Seria ele um ato punitivo ou um crime inato visto que o futuro da pessoa já lhe foi relatada? Conhecer os processos de antemão tornam os mesmos processo imutáveis, visto que não haveria acaso já que a sua visão é de algo que aconteceu. Então você pode oferecer a proposta de escolha sabendo o que o mesmo criminoso já escolheu? E você pode puni-lo por ele ter feito justamente o que você sabia que ele viria a fazer?
    O que é a onisciência divina senão a proposta de que Deus é atemporal e sabe tudo, o mesmo deus que intitulou o pecado do pecador antes mesmo do mesmo ter nascido e antes mesmo dele ter experimentado a experiencia do pecado, o mesmo já nasceu culpado. Por ser um atributo a um deus bíblico posso eu tirar por conclusão que a proposta do livre direito de servir ou não é irracional e sem fundamento. Nos humanos somente julgamos as escolhas por elas serem imprevisíveis pois se elas fossem previstas a chamaríamos oficialmente de destino. Imagine uma lei para aqueles que iriam se desvirtuar do ideal divino, uma lei baseada em destino de previsões aonde mulheres gravidas abortariam seus filhos antes do mesmos virem a nascer e poderem cometer seus pecados.
     O fato de existir e tornarmos Bons ou Maus não é divino, o pecado e os horrores exibidos pelas mentes humanas nos mostram a tremenda casualidade da realidade de cada um, o homem e a natureza são desde muito tempo o grande fascínio humano. A casualidade é exibida em um curto espaço de tempo em nossa realidade, moldando a nossa realidade como se fosse uma jornada sem guia com vários caminhos tão elegantes quanto a ideia de um proposito divino aonde esses caminhos já foram previstos e os mesmos já foram condenados, o mundo não tem um proposito somos todos um acaso de eventualidades e adaptações, a busca do equilíbrio e igualdade nos fez de todos os seres vivos os únicos que progridem ao mesmo passo em que aumentamos a nossa população, julgar os atos em um principio racional igualitário é cada vez mais necessário. A ilusão de livre arbítrio divino é um veneno, pois ela impõe ao ser racional uma ideia de liberdade de escolha para servir ou ser exterminado, indo de contra com a mesma ilusão da existência do tal ser que sabe tudo sobre todos e mesmo assim puni-los por suas divergências já conhecida de antemão.
    Se Deus sabe tudo logo o certo e o errado é apenas um processo chamado destino logo, o proposito de existência baseado em um processo de expiação de pecados se torna uma falsa postura teísta, pois todos os caminhos já eram conhecidos de antemão, logo etão o pecado exigiria um perdão automático, sendo assim todos os já definidos pecados da humanidade são inatos e não merecedores de céu e inferno e nem a existência do mesmo.

domingo, 5 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Reflexo Lúcido


    Somos nós seres em constante evolução, uma evolução tão elegante e bela quanto a cultura orquestrada em nossas melodias, estamos aqui, nossa realidade limpa e clara expõe com soberba a sua luz e a sua sombra para que possamos descansar e enxergar os próximos passos rumo para as próximas gerações. Estarmos vivos é tão suficientemente mais forte e cheio de beleza quanto a morte ao qual todo os tipos de profetas nos mostraram como caminho para a felicidade plena, estamos acordados e cheios de sentimentos e de sabedoria em uma razão persistente de natureza acumulativa. Existe mais elegâncias em um simples passo de balé quanto existe em qualquer obra profética feita pelas culturas humanas, se os profetas tivessem tido uma revelação que os leva-se a entender a existência pessoal como sendo tão simples, sem bem, sem mal, numa simples alegria sentida por uma criança ao ganhar um presente novo, em contraposição as suas visões catastróficas eles mesmos seriam poetas ou Saramagos e até de certa forma Darwinistas e quem sabe não seriam eles uns Da Vinci, profetas que enxergam e trazem a luz em épocas de cegueira são Filósofos, profetas cegos que trazem sua luz na escuridão em épocas aonde o sol já brilhou tentando veemente esconder a luz dos olhos do homem esses são chamados de Pastores, continuar a ser guiado por um cego que mostra a escuridão na clareza do dia é tão importante quanto o terno para os sepultados.

sábado, 4 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Confundindo Porquê e Como, como assim por quê?

 
     Quando se deve usar o Porquê ou o Como? Essa é uma analise filosófica sobre o sentido dessas duas palavras, quando devemos usar e qual o momento de usar. Em pesquisas cientificas não é habitual o uso do porquê pois ela remete a um sentido, como é a melhor palavra a se usar para conseguir qualquer resultado cientifico, na visão religiosa o uso do porquê é constantemente aplicado pois ele fácil de responder. Por que eu estou aqui ou por que minha vida está enfrentando tal processo, o porquê é relativo ele depende da necessidade em questão pois ele exprime o sentido de fundamento ou aplicação de algo. Por que você resolveu fazer isso? Fica claro a tentativa de compreender o sentido do que foi feito. Essa ferramenta infelizmente não pode ser usada para o entendimento de eventos físicos ex. Por que a terra gira em torno do sol? Poderia haver nessa simples questão várias respostas as quais em sua grande maioria seriam infantis e inúteis, “_a terra gira em torno do sol para podermos calcular os anos(infantil mas válida)”, na sua natureza o "porquê" como sendo uma posição primária necessita do "como" como uma ferramenta validadora do caso.
     As premissas são um conjunto de "porquês" em um laço de "como". Porquê as coisas acontecem ou como elas acontecem, qual parece ter mais sentido para formular uma resposta lúcida? Na construção das nossas ferramentas sociais nunca(repito nuca) fazemos uso do "porquê" como sendo a primazia do nosso processo de construção, por quê? Existe algum sentido na violência familiar ou como acontece a violência familiar? Por que algumas pessoas praticam assalto a mão armada enquanto outros optam por trabalhar? É mais importante é saber como acontece ou o "porquê" de acontecer? Posso citar vários sentido ou proposito para uma pessoa a assaltar outra, mas como ela foi levada a tomar tais decisões poderia ser mais útil como uma medida preventiva para futuras pessoas não assaltarem desenvolvendo assim uma ferramenta preventiva na sociedade. Existe algum sentido ou proposito nas ondas de violência que cravam fundo suas cicatrizes na sociedade? Talvez até exita(na verdade existe) pessoas tiram vantagem em cima desse fato, essas pessoas são o propósito, mas os propósitos são ou podem ser mutáveis de individuo para individuo. sendo assim somente deveríamos nos perguntar como os índices foram aumentar tanto ou talvez como ele se mantem tão elevado. Na construção do conhecimento científico, não nos perguntaríamos o porquê das leis físicas mas como elas atuam e quais proveito poderíamos tirar de tais leis, logo a ideia de como funciona viraria um porquê, por que eu preciso da luz elétrica? Ou após o entendimento de como forjar o ferro, por que preciso de uma ferramenta a base dessa técnica talvez uma faca? O porquê é o resultado de um como.
     Ainda está um poco difícil de entender? Tente não mais se perguntar o porquê de você está vivo mais como você chegou até agora aonde está. O porquê de você está vivo é porque você tem um sentido para viver, pense, existe algo em sua vida que você não quer perder, quem sabe o seu sentido de vida não seja seus filhos ou seus amigos ou até mesmo aquele tão esperado encontro que você marcou para o fim de semana(logo você arruma outro). Porquê a roda gira ou porquê o carro existe não responde o real funcionamento da roda nem do carro, a função ou utilidade de qualquer coisa pode ser notado em seu simples funcionamento e aplicação.
     Uma regra simples para uma limpa visão do mundo metafísico, primeiro pergunte o porquê, segundo pergunte como, agora uma simples para o mundo físico se pergunte "como" e depois "porquê". Por que eu estou aqui, como eu cheguei aqui, nos humanos podemos encontrar rápido o "porquê" de qualquer coisa, conseguimos criar sentido para qualquer coisa, William Paley (14 de julho de 1743 - 25 de maio de 1805) foi um filoso teólogo que empregou a ideia de sentido para tudo em sua “analogia do relojoeiro”.
    Paley fala sobre um andarilho observador caminhando por um campo, aonde ele vê uma pedra e logo tira por conclusões que a pedra sempre esteve ali, mais avante esse observador encontra um relógio no campo e tira por conclusão que houve um criador para o relógio, o relógio é complexo o suficiente para que o mesmo possa de alguma forma torna-se impositivo de existir sozinho ou por qualquer tipo de acaso venha a existir, o relógio somente pode funcionar com todas as peças juntas, se tirarmos uma única peça o relógio não funcionará direito, por conclusão somente um relojoeiro poderia ter feito tal sistema. A primazia de Paley é "porquê", por que um relógio estaria ali, claro ele que somente pode expor que o relógio tem um "porquê" de estar ali, para ele se relógio existe o relojoeiro também existe e somente um relojoeiro para construir um relógio. A filosofia de Paley é debatida no livro O Relojoeiro Cego de Richard Dawkins. Paley como todos os outros evangelistas se encontram em uma busca eterna do Porquê, em suas analizes tudo se orienta a uma causa primaria, assim também Tomás de Aquino com seu argumento cosmológico para provar a necessidade de um criador, trazendo a ideia de que a existência do universo somente poderia ser provada com a existência de um criador, não logo demorou o seu argumento foi invalidado pois a causa primaria do universo também necessitava de uma causa. 
     Paley e Tomás tentam reforçar a ideia de uma causa primaria para a existência do universo mas sem que a mesma causa do universo não necessite de uma causa primaria, na causa primária de Tomás, Deus criou o mundo e tudo e isso somente pode ser concluído pelo fato de que nada não pode vir do nada então o universo de Tomás começa a tomar sentido numa visão antropocêntrica, o homem é agora a causa do universo e tudo o que tem nele, e a causa do homem é o Deus bíblico, na visão da causa primaria de Tomás todos os humanos e seres vivos foram feitos com o único objetivo glorificar eternamente Deus e viver com ele em comunhão eterna. Tomás também percebeu o erro em sua premissa(“Argumento cosmológico”).
      O homem é a causa do universo assim como Deus é a causa do homem, logo o que causa Deus e qual a sua origem? O professor William Lane Craig explica que esse tipo de pergunta é infundamentável e ele diz que não se deve perguntar ou tentar achar a origem de Deus mas simplesmente glorificá-lo, em suas palavras Deus é um ser fora do nosso tempo sendo então atemporal e eterno em relação ao nosso tempo(“Eu tentei entender mas não muda muito a visão de Paley e Aquino”), de certa forma Craig inverte o argumento de Aquino para proteger a sua visão de Deus como sendo a causa primaria do universo, portanto como você pode contestar Aquino em sua premissa ele pode contestar você por tentar usar Aquino para invalidar a causa primaria de Craig(“Ufa!”), ou seja você não pode provar que Deus existe explorando o universo como causalidade assim como você não pode provar que ele não existe por fazer uso do universo como uma visão de causalidade culminando que Deus também é merecedor de uma causa.
      Por que eu estou aqui pode ser reduzido a simples ideia de qual é o meu sentido de existência, mas essa pergunta não fomenta uma resposta útil para uma conclusão, eventos casuais podem ter acontecido em sua vida que o fez ter um ideal de vida(“proposito”), assim como se outro evento tivesse sido disparado você não teria de perguntar o porquê de você ser o que é. Para reforçar Paley, Peter Atikins foi questionado em uma palestra,“_ Vocês cientistas não perguntam o porquê das coisas mas sim fazem o uso do como, por que então não se perguntarem o porquê das coisas?”, sentindo a intenção da pergunta Atikins toma frente e responde “_Senhor nos não devemos usar o porquê justamente porque ele é uma pergunta idiota”. A posição de Atikins foi lúcida visto que os questionamentos dos espiritualistas é o porquê, para ele o sentido de algo se encontra no próprio ato do mesmo em existir.
     No Debate “Does the universe have a purpose?(O Universo tem um proposito?), debate sobre o proposito do universo, Richard Dawkins fez referencia ao pensamento de Atikins e o reforçou, o uso do porquê como sendo uma questão limitadora ao ponto de visão, limite de um propósito ou finalidade, para defender a ideia da utilidade do porquê o professor Willian Lane Craig se apressa a dizer que o fundamento questionável em um porquê pode ser considerada a ferramenta do progresso da humanidade, de uma certa forma até concordo com a necessidade dessa ferramenta, minha única contestação é o limite do porquê, o porquê exige uma resposta e essas respostas devem ser confirmadas com as perguntas referentes a um como. Um grande debate entre Matt Ridley(geneticista), Michael Shermer(Editor da revista Exceptic)e Richard Dawkins(Autor de Deus um delírio) VS Rabbi David Wolpe(Autor de Why Faith Metters), William Lane Craig(Filosofo, autor de Resonable Faith), Douglas Geivett(Professor de Filosofia, teísta).
     A proposta lançada pela parte Teísta foi a proposta da necessidade de existência de Deus para afirmar que o universo tem um proposito, em sua posição defendida se Deus existe então o universo e todas as coisas vivas tem um proposito, se Deus não existir então o universo e os seres vivos não tem um proposito, se Deus existe como a bíblia fala então o proposito da existência do universo e de todos os seres vivos se encontra em viver numa comunhão eterna para glorificar a Deus. Os teístas defendem então a visão de um proposito para o universo baseado na existência do Deus bíblico, sendo que o proposito do universo é o de glorificar a Deus em uma comunhão eterna. Essa é uma visão arrogante prepotente e egocentrista defendida que de certa forma muito perigosa, pela posição dos teístas ela se transforma no causa primária(causa primaria = fundamento, quando defendida por um grupo é o que chamamos de fundamentalismo), se você não concorda em glorificar Deus então sua vida não estará servindo para cumprir os reais objetivos do universo, colocando você na posição de sem sentido e o isolando. Você leitor entende a necessidade de tal existência explicitada pelos teístas para poder formular um sentido para um proposito para o universo? Não vou contestar a proposta do professor Craig, mas a sua afirmação merece uma vista crítica, simplesmente essa visão ignora todo o sentido do porquê pessoal, independente de qualquer proposta para um proposito universal cada um terá o proposito pessoal, então qual é o proposito do seu universo? Qual é o seu porquê?
      Vou ser ousado com o leitor e continuar tentando construir uma critica limpa de sentimento e tentar chegar a um ponto aonde o leitor consiga entender os riscos das afirmações teístas propostas nesse debate. Primeiro se Deus não existe então o universo não tem nenhum proposito ou um sentido de existir, incluindo todos os seres vivos que nele existem, esta é uma visão de um sistema pré status quo, imagine que entre em vigor a ideia de que Deus é a causa primaria do universo, baseado na proposta do professor Craig, e se você não quisesse de forma nenhuma praticar os rituais de glorificação de Deus, escolha qualquer ritual religioso, imagine leis de policiamento social, aonde as pessoas que não fossem a igreja em vigor no dia de adoração fosse preso ou até torturado, obedecendo as leis bíblicas de apedrejamento, os gays sendo apedrejados, prostitutas sendo apedrejadas, a imposição bíblica sobre a ciência, Adão e Eva sendo ensinados na escola, a destruição de membros ou integrantes de outras religiões, as leis sociais sendo fundamentadas nos dez mandamentos de Moisés com punição a nível das palavras e exemplos mostrado por Moisés, o fim da internet, o fim das redes de televisão o fim das pesquisas cientificas que trouxeram a cura para muitas enfermidades, o assassinato de esquizofrênicos sobre a contestação dos mesmos apresentarem sinais de manifestações demoníacas, fim da camisinha(essa iria realmente ferrar a humanidade).
     E tudo isso aconteceu por causa da forma como interpretamos o porquê, nesse mundo hipotético o porque foi o grande problema, se após esse porquê para a causa primaria de Craig tivesse você se perguntar como sua mente podera enxergar além de qualquer proposta e você será uma pessoa relamente livre das causas primarias alheias. Santo Agostinho disse “A razão é a meretriz de Satanás”, como é a razão para o porquê.
    Ufa texto longo. Aqueles que leram até aqui e conceguiram entender o meu texto, Minha proposta é o porquê sendo armonisado em um como, porque a razão sem duvidas é um fundametalismo.