quinta-feira, 14 de julho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Preludio para necessidade de deus Parte 2 Preservando a semente da incerteza



Preludio para
necessidade de deus

Parte 2


Preservando a semente
da incerteza
Se Monstros não existem
porque então
deus existe?

Monstros existem? Não monstros não existem essa é a resposta que eu acredito ser dada por todo adulto a qualquer criança curiosa, em nossa posição adulta negamos a existência de qualquer coisa cuja a existência seja tão absurda quanto a própria tentativa de explicar esse algo como existente por sabermos da sua origem infundamentavelmente psicológica, poderíamos falar de monstros pois acredito que todas as crianças apresentam um certo medo das coisas que não podem ver. Quando uma criança nos pergunta se monstros existem nos respondemos que monstros não existem, mas geralmente os mesmos que educam as crianças sentem uma certo sentimento de satisfação quando essas lhes pergunta se deus existe. A criança carregará para o resto de sua vida a resposta que esse adulto lhe dará. Aos que as respondem quando lhe é questionado se deus existe, lembrem-se vocês estão colocando sobre as crianças a própria Fé e tudo o que ela carrega consigo incluindo as manchas de sangue nos seus hipotéticos juízos divinos e suas aversões a outros sentimentos religiosos. A construção da visão religiosa da criança irá depender da cultura em que os pais como educadores carregam por ter recebido sua resposta dos seus próprios pais, resposta ao qual agora irá passar ao filho. Com medir a felicidade de um pais judeus que está colocando seu filho no colo para falar sobre o seu deus? Como medir a felicidade de um pai Hindu que está colocando seu filho no colo para ensiná-lo sobre seus deuses? Como medir a felicidade de um pai muçulmano que está colocando seu filho no colo para ensiná-lo sobre seu deus? Quais dessas crianças irão crescer e irão ensinar as mesmas coisas aos seus filhos? Além de adotar os sentimentos religiosos dos pais os filhos também assumem as suas guerras religiosas sem poder contestar pois elas são crianças, apenas crianças, elas estão em um estágio de suas vidas que tudo é informação, principalmente quando esse conhecimento vem dos seus pais, e os mesmos estão totalmente certos de si, e se sentem na obrigação de passar seus valores religiosos e culturais para seus filhos, como sendo um tipo de bandeira que eles carregam, a mesma bandeira que os seus pais carregaram em toda sua vida até o seu ultimo suspiro. Quantas crianças judias se sentiriam aliviadas e dormiriam melhor se todos os muçulmanos de jerusalém morressem? Quantas crianças muçulmanas dormiriam melhor se todos os judeus que construíram aquela muralha na faixa de gaza morressem da noite para o dia? A alguns seculos atras muitas crianças cristianizadas se sentiriam felizes se visem uma bruxa pegando fogo em praça publica. Porque ensinar as crianças a não existência de monstros e iludi-la com um mundo de misticismo?
Vestir um homem invisível para fugir da responsabilidade de conhecer e entender da clara realidade das cosas e a forma com que elas se apresentam, é o mesmo que expressar uma simples questão de observação de fatos para conclusão da realidade de um universo em evidência, baseando-se e mascarando a realidade em um ideal de complexidade rumo a uma resposta que se torna inviável até mesmo ao próprio pesquisador, e negando a si próprio de uma resposta clara sobre qualquer fato em questão, colocando sobre uma entidade fictícia toda a resposta do seu universo de questionamento. Ver a mesma resposta para perguntas tão distintas torna não é diferente de quando eu era criança e brincava com as caixinhas de remédio acreditando ser essas caixinhas modeláveis, que podiam virar de carros a edifícios, como se torna uma resposta tão inútil se você ao se perguntar como algo acontece ou porquê de um algo qualquer se simplesmente essas respostas estiver sendo atribuída a um deus qualquer? Então podemos continuar brincando com as nossas caixinhas de remédio como sendo a resposta de um mundo real, assim como podemos aceitar que qualquer pergunta que fizermos seja automaticamente seja respondida com um porquê deus quer ou porquê deus quis, somente estaremos matando nossa razão que estará gritando “_Não é um carro seu estupido, é uma caixa”, assim como você pode continuar acreditando que deus faz a luz aparecer de manhã para você ouvir os passarinhos cantar, deus faz a noite aparecer no final do dia para você dormir ou até que deus é o motivo da terra estar girando em torno do sol, você mesmo pode até dizer que é mais fácil até irei concordar mas não se pode acreditar em algo que não possa ser visto, ouvido ou algo que não possa ser palpável. Não nego que há coisas que não podemos ver mas que realmente sabemos que está lá, assim como existem reações a níveis atômicos que não vemos mas sabemos que está lá e podemos calculá-las, e existem coisas que sabemos que está lá mas que elas realmente podem nos confundir se colocando até em momentos de não existência, mas desistir de entender fisicamente qualquer ação natural desafiadora e complexa para simplesmente admitir a necessidade de uma explicação relacionada a algo fantasioso, é apenas fugir da responsabilidade de estudar e aprender algo novo, quanto mais estudarmos mais complexos serão nossas técnicas e conhecimento e melhor vai ser o nosso potencial para superar novas dificuldades, e se mesmo assim não atribuirmos essa capacidade que o universo tem de ser imprevisível a um potencial universal de infinitas possibilidades dentro da sua própria realidade física, somente iremos assumir a nossa infantilidade de encarar a realidade do mundo e assumir a nossa incapacidade de entender o que a realidade realmente é, somente iremos por fim regredir e assumir caixinhas de remédios como sendo carros. Não vemos o vento, porém sentimos o vento, o que nos faz pensar e chegar a conclusão que o vento está lá? Não sou somente eu que percebo o vento, outras pessoas percebem o vento, mesmo assim não explicamos a existência do vento pelos nossos sentimentos, exploramos os efeitos do vento na natureza em uma escala aonde ele possa surtir efeitos livre da criatividade humana, e possa ser observado em diferentes objetos ou corpos e diversas vezes, vemos o vento balançar arvores, derrubar casas, alastras chamas em incêndios florestais, somente com esse tipo de visão estendida podemos assumir uma posição para podermos então corroborar a existência do vento. Somente através da observação estendida podemos definir os fenômenos invisíveis ao olho humano como sendo eventos possíveis dentro da realidade observável. Como podemos definir a existência de deuses ou figuras folclóricas? Assim como uma única pessoa não pode ser usada para dizer que o vento existe, mas sabemos que o vento existe porque ele se manifesta em arvores e em todos os outros corpos de qualquer ambiente observável. Figuras folclóricas também não podem se tornar verídicas somente porque uma experiencia pessoal a denominou como sendo verídica, nem a experiencia coletiva que somente pode ser observada ou sentida porque a mesma aceitou os efeitos psicológicos, como primeira explicação para tudo em um mundo, ou porque foi a primeira alternativa que lhe foi apresentada em infância e ela aceitou tal como sendo para toda a vida. Aos que aceitaram a visão primaria dos seus pais para usar como uma resposta primaria para qualquer coisa na sua vida, irá confundir todas as suas observações com o que ela gosta, escolhendo sempre o mais viável e não o empírico

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